Sai Pra Lá

De um tempo para cá, o feminismo e o papel da mulher passaram a ser muito mais discutidos. Grande parte da sociedade vem se mostrando pouco contente com o jeito que as mulheres são tratadas. Catharina Doria, de 17 anos, ficou indignada quando um homem a chamou de ‘’gostosa’’ na rua. Sabendo que muitas mulheres passam todo dia pela mesma situação, decidiu criar o aplicativo ‘’Sai Pra Lá’’, que mapeia os casos de assédio nas ruas.

Catharina, que ficou conhecida como uma ‘”jovem empreendedora’’, usou o dinheiro da sua viagem de formatura para investir no aplicativo. Numa entrevista para o Brasil Post, a jovem diz que “No primeiro momento, queremos chocar. Todas sofrem assédio na rua, mas a maioria tem medo de denunciar. Com o aplicativo, queremos fazer barulho, mostrar a todos que isso acontece”. A página do aplicativo no Facebook já atingiu mais de 28 mil curtidas e em 5 dias o app registrou 4136 assédios!

Se ficou interessado, clique aqui para ler um pouquinho mais!

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Bia e Carol

Geração perdida?

“Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.”

Oi gente!

Em Abril, a Ruth Manus, colunista do Estadão, publicou um texto a respeito da preocupação da geração atual em relação a carreira, sendo esta associada à ambição. No texto, a autora relata os males, em sua percepção, que essa característica pode trazer e trata da ideia de “perda de tempo” ao dizer que gastamos um longo período de nossa vida preocupados em construir um patrimônio, não restando tempo para usufruir dele.

Achei o texto bem interessante e queria compartilhar com vocês!

“A triste geração que virou escrava da própria carreira”

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

Ruth Manus

  • Ma

He Named Me Malala

Oi gente!

Essa semana eu vi uma notícia e achei que seria interessante compartilhar no blog, porque tem tudo haver com nosso tema! Segundo o Huffpost Brasil, o documentário sobre Malala chega aos cinemas do Brasil agora, em novembro!

Malala é uma garota paquistanesa que cresceu numa região controlada pelo Talibã. Ela incentiva fortemente a educação e os estudos e, aos 15 anos, levou um tiro ao sair de sua escola durante um ataque do grupo extremista. A jovem, então, se mudou para o Reino Unido, onde continua sua luta. Para quem quiser saber mais sobre sua história, indico esse artigo.

De acordo com a revista Time, Malala está entre os 30 jovens mais influentes do mundo e já recebeu diversos prêmios, como o Prêmio Nobel da Paz, tornando-se a pessoa mais jovem da história a receber a premiação.

O documentário estreia dia 19 e mostra o crescimento da garota e os principais eventos pelos quais ela passou. O diretor, Davis Guggenheim, diz que “a produção mescla cenas atuais, imagens de arquivo e até mesmo animações, que ilustram reconstituições. As cenas de violência são apenas sugeridas, mas as imagens em que Malala aparece no hospital são reais”.

Aqui segue o trailer:

  •  Ma

O Jovem Sonhador é o Jovem Livre

Oi gente!

Bimestre passado, tivemos que escrever uma redação de filosofia. Coincidentemente, a proposta era quanto a liberdade de um jovem que segue seu(s) sonho(s) (super relacionado ao nosso tema!). Estou aqui, então, para compartilhar a minha redação com vocês, já com um aviso prévio de que não é uma redação nota 10 🙂

Não é incomum ver, hoje em dia, jovens seguindo os passos de seus pais. Contardo Calligaris, em um artigo para a Folha de São Paulo, destaca que muitos jovens equivocadamente acreditam que seus pais são exemplos de “seguir seus sonhos”, pois muitas vezes esse “sonho” não passa de “resultados […] de compromissos e frustrações”. Mas isso é apenas o começo; discutir a real importância do jovem sonhar diferente dos seus pais envolve pensar, também, em liberdade, sociedade, e até mesmo no existencialismo de Sartre.

Quando se fala em liberdade, pensa-se em limites, muitas vezes impostos pela própria sociedade. Ou seja, para que exista a ideia de liberdade e para que esta seja reconhecida, é preciso também conhecer os limites que a restringem. O controle mais perigoso é o das ideias; o radicalizado, como vemos em “1984” de George Orwell, mas que existe hoje, ainda que sutil. No filme “Into the Wild”, baseado na história verídica de Christopher MacCandless, o protagonista busca justamente fugir dessa sociedade de controle, abandonando seus pais e a universidade para ir para o Alasca. MacCandless segue sua vontade e exerce seu poder de escolha, virando as costas para seus pais e, acima de tudo, à sociedade. Ele questiona o ambiente no qual vive, e constrói, a partir disso, sua essência.

Isso levanta o segundo ponto: liberdade para Jean-Paul Sartre. O pensador acreditava que, para o homem, a existência precede a essência. Primeiro, ele existe fisicamente, para então construir sua essência, sua finalidade, sua função. É construindo esta, por meio de escolhas pelas quais ele deve assumir responsabilidade, que o homem exerce sua liberdade. Chris MacCandless é um jovem que decide que não quer seguir os sonhos de seus pais. Ele constrói sua essência e reconhece, ao concluir a história, que suas escolhas foram frutos dele, influenciado pelo meio, nunca tentando fugir de sua responsabilidade. Quando se vê MacCandless através do filtro do existencialismo de Sartre, pode-se afirmar que, ao seguir sua própria vontade, ele tornou-se livre.

Portanto, é de enorme importância que os jovens sigam seus próprios sonhos, ao invés do que acreditam ser de seus pais. É assim que o jovem constrói sua essência e torna-se livre, acontecimento para o qual Christopher MacCandless é inegável exemplo.

Brigada por ler, se você chegou até aqui! Até a próxima 🙂

  • Manu

Considerações finais

Oi gente!

O projeto Móbile na Metrópole trouxe inúmeros ganhos, tanto em relação ao aprendizado acadêmico quanto ao aprendizado pessoal. Um projeto como esse incentivou que nos afastássemos um pouquinho de nossas restritas rotinas e visões muitas vezes estereotipadas de nossa cidade e mostrou uma faceta de São Paulo desconhecida para nós até então. Conseguimos aprender muito além do conteúdo apresentado em sala de aula, possibilitando uma integração nossa com a cidade e as pessoas que nela vivem. Mas, com base em tudo que tiramos desse projeto, acreditamos que algumas sugestões podem ser feitas a cerca de como ele se deu, assim ajudamos a enriquecê-lo para as pessoas que participarão dele ano que vem.

A primeira sugestão que nos vem a cabeça é o vídeo argumento que tivemos que fazer no 2º bimestre. Entendemos que ele foi um ótimo jeito de introduzir os grupos a esse mundo de produção de vídeos, mas ao mesmo tempo, ele nos sobrecarregou de trabalho cujo resultado, em nossa opinião, não retornou nosso esforço. Estávamos encerrando o primeiro semestre, e junto com todos os estudos e trabalhos, a semana de provas estava próxima e tínhamos também a preocupação de produzir um vídeo, o que soa menos trabalhoso do que de fato é. Além disso tudo, tínhamos que encontrar um dia no qual todas poderiam se reunir, achar lugares com uma luz boa mas sem muitos barulhos que atrapalhassem a filmagem, combinar de se encontrar para editar… Assim, ao mesmo tempo que admitimos que foi uma forma de desconstruir um medo desproporcional que muitos tinham de ter que produzir um mini-documentário de 10 minutos, achamos que outras formas de avaliar essa argumentação pelo tema podiam ter sido mais práticas e menos desgastantes para nós, como alunos, mas ainda proporcionariam aos professores essa definição mais clara do que se tratariam os documentários. Um exemplo seria compor um texto e entregá-lo, ou talvez um post no blog.

Ainda nessa linha de nos sentirmos sobrecarregados, temos uma segunda sugestão. No 1º semestre, tivemos uma aula de Estudos Literários e uma de História na qual pudemos trabalhar no Móbile na Metrópole. Essas aulas foram muito produtivas, e gostamos muito da ideia. No entanto, ao nos aproximarmos do prazo do documentário final, não tivemos nenhuma aula como essa — justamente quando, em nossa opinião, mais precisaríamos equilibrar esse trabalho entre nossas casas e a escola, pois ao mesmo tempo tínhamos a semana de provas se aproximando. Achamos, assim, que ano que vem os professores podiam oferecer mais aulas como essas para o trabalho. E, se não for possível, que passassem essas que pretendem oferecer mais para frente, quando o documentário estiver nos estágios finais. O grande número de alunos que mataram aulas para editar esses documentários comprova que esse tempo é realmente necessário.

Tanto na produção do vídeo de argumento quanto no próprio documentário, a edição foi essencial. Pouco adianta ter um excelente conteúdo se esse não é disposto de maneira clara (tanto em relação a aspectos como som e imagem, quanto aos cortes, ordem etc). Tivemos a sorte de duas integrantes do grupo mandarem muito bem nos programas de edição! No entanto, acreditamos que oficinas de vídeo, ensinando como mexer nesses programas, teriam sido muito úteis. A Bia e a Carol não tinham ideia de como cortar um filme, colocar uma música, aumentar o volume das falas e essas coisas meio técnicas, o que as afastou dessa etapa final. Diante disso e das dificuldades que percebemos em diversos outros grupos, um espaço reservado para ajudar as pessoas menos tecnológicas pouparia muitas crises e resultaria em possíveis melhoras nos vídeos, ainda mais se considerarmos que alguns grupos eram formados apenas por “Bias” e “Carois”.

Em relação ao blog, achamos muito pertinente a criação de um espaço nosso e que possibilita o registro do processo. Porém, tivemos muita dificuldade em efetivamente realizar esse registro, já que o tempo estava sempre apertado e a correria nunca acabava! As datas para os posts obrigatórios eram muito próximas. Assim, enquanto a ideia é boa, na prática, sentimos que foi exigido muito de nós em muito pouco tempo. Os posts obrigatórios, de fato, contribuíram para melhor entendermos e mais nos envolvermos com o nosso tema, mas por outro lado, sentimos que se tivéssemos tido mais tempo entre cada post, eles poderiam ter sido mais completos. Por isso, gostaríamos de sugerir uma programação diferente que proporcionasse mais tempo para desenvolvê-los.

Finalmente, o último ponto no qual gostaríamos de tocar é o próprio estudo do meio. A ideia de diferentes roteiros foi bem interessante, já que nos deu certa liberdade para escolhermos diferentes trajetos. Foram 3 dias de uma viagem se que eternizarão em nossas memórias e, como forma de encerrá-los, todos os grupos se reuniram para assistir a uma peça de teatro. Entretanto, esta não foi uma peça comum a qual estávamos acostumados, daquelas dentro de um teatro e com um saco de pipoca no colo, nos surpreendendo positivamente. No entanto, permanecer 1h30min em pé após andarmos muito durante os três dias na cidade, somado ao encerramento interessante mas demorado, não deixou que desfrutássemos adequadamente desse momento final. Honestamente, tudo que queríamos era chegar em casa e tomar um banho!

Apesar de todas as mudanças listadas, que são inevitáveis, considerando que foi a nossa primeira experiencia produzindo um mini documentário, obtivemos diversos aprendizados. Tivemos a oportunidade de conduzir um trabalho que durou praticamente o ano todo e, com isso, cada etapa foi um mar de desafios e aprendizagem. Esse trabalho nos deu a oportunidade de aprender um pouco mais sobre o que é uma entrevista, como realizá-la e que nem sempre você seguira por completo a pauta que havia planejado, além de como lidar com seus entrevistados. Além disso, agora a Bia e a Carol sabem mais sobre como editar vídeos! Aprendemos também a ir atrás, pesquisar, pesquisar e pesquisar, fazer contato com desconhecidos, desenvolver um blog, que por mais que pareça fácil, não é. Acima de tudo, aprendemos a ouvir umas as outras, a trabalhar em grupo.

Sendo assim, gostaríamos sim de parabenizar a ideia do projeto Móbile na Metrópole! Em muitos momentos nossa vontade era de jogar tudo para o alto e desistir, mas no final tudo acabou dando certo e com certeza levaremos essa experiência para nossas vidas! Para o ano que vem, sugerimos que incentivem os alunos a abraçarem o incrível projeto, mas sempre levando em conta as inúmeras dificuldades que eles com certeza enfrentarão!

Muito obrigada a todos os coordenadores do projeto, por terem possibilitado essa admirável experiência.

Logo postaremos o documentário!

Bia, Carol, Ma e Manu

Mudanças no trajeto

Oi gente!

Vocês ainda não viram nosso documentário final (logo terão acesso à ele), mas hoje estamos aqui, como grupo, para falar um pouco sobre o que teríamos feito diferente durante a execução do trabalho, pensando após o término do projeto.

  1. Demoramos muito para dar início as gravações e para marcar entrevistas! Levando em conta os apertados horários das quatro integrantes e dos entrevistados, teria facilitado muito se tivéssemos marcado com antecedência. Teria sido mais fácil tanto para encontrar melhores datas quanto para começar a editar mais cedo. Além disso, lidar com os imprevistos, como com entrevistas desmarcadas/remarcadas, teria causado menos estresse!
  2. A edição foi a parte que mais tomou tempo do trabalho, já que somos muito detalhistas. O problema foi que, ao demorar para marcar as entrevistas e termos dificuldade de nos encontrar, não sobrou muito tempo livre. Com isso, parte do documentário foi editada no horário escolar (sorry professores, tivemos que matar algumas aulas) e a noite, na semana pré-bimestrais. Sim, péssimo momento. Após essa experiência não muito agradável, hoje, o grupo teria marcado as entrevistas antes, para ter mais tempo para a edição, não deixando para a última semana e tendo mais tempo para estudar para as bimestrais.
  3. Outra coisa que teríamos feito diferente é em relação ao som do documentário. No começo do projeto, testamos as câmeras algumas vezes, e como o audio parecia bom, não nos estressamos tanto com microfones ou outros meios de gravar o som separadamente da imagem. Isso foi um problema com algumas entrevistas específicas, pois as gravações que fizemos na hora com os celulares muitas vezes não eram diferentes do som do vídeo, de modo que não tínhamos como resolver o problema de som ruim. Hoje, ao pensarmos nessas entrevistas, com certeza teríamos levado algum microfone mais profissional que fosse capaz de isolar a voz do entrevistado.
  4. Como já dissemos algumas vezes neste mesmo post, prolongamos muito os afazeres acerca do documentário. Com isso, acabamos por fazer um planejamento de forma rápida, pois tínhamos que acelerar a execução de nosso vídeo. Isso, entretanto, acabou gerando uma falta de aprofundamento do nosso tema. Como vocês provavelmente já leram em diversos posts aqui do blog, a escolha do tema foi um processo muito dificil e demorado. Depois de finalmente encontrá-lo, gostaríamos de ter explorado mais este, nos aprofundando, realizando maiores relações deste com outros aspectos que coexistem na vida de um estudante.

Bom, por hoje é isso gente! Fiquem ligados que em breve postaremos o tão esperado documentário aqui!

o grupo

Pais e a escolha profissional

Oi, gente!

Nesse domingo (25/10), o programa da Rede Globo, Fantástico, apresentou uma reportagem à respeito da influência dos pais no momento de escolha da profissão do jovem. Creio que a matéria aborda bastante a questão que o grupo tratou no documentário, já que mostra uma forma de pressão que os jovens enfrentam, e que, muitas vezes, acabam cedendo.

Segundo o programa, “uma pesquisa feita em 16 países aponta: 90% dos pais têm uma carreira em mente para os filhos. As preferidas deles são as tradicionais medicina e engenharia.”

Na reportagem, o neuropsicólogo, Eduardo Shinyashiki, reflete a respeito da decisão de desistir dos sonhos, em sua fala “e um dos maiores arrependimentos do ser humano, no último dia da sua vida, é ‘eu queria ter dito a coragem, de ter feito com a minha vida, aquilo que eu realmente desejava ter feito, e não o que esperavam que eu fizesse'”.

Para conferir a reportagem, basta clicar no link abaixo para assistir ao vídeo.

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/10/maioria-dos-pais-tenta-encaminhar-filhos-pra-profissoes-mais-tradicionais.html

Espero que gostem!

Ma

É nossa

Oi, gente!

Venho, nesse post, falar um pouco sobre com foi a relação do projeto com a cidade de São Paulo para mim.

Meu primeiro post aqui no blog foi sobre minhas expectativas em relação à viagem. Nele, escrevi que, um dos significados da palavra “viagem”, segundo o dicionário Michaelis, é “navegação que tem por fim achar terras que eram desconhecidas”. Isso foi o Móbile na Metrópole. Antes, eu enxergava São Paulo de uma maneira muito superficial e tinha aquela visão bem estereotipada da cidade. Com a viagem de três dias, que teve um roteiro bem variado e deu a autonomia de locomoção para o grupo, passei a prestar mais atenção nos detalhes. Assim, foi muito surpreendente ver que, a cidade onde morei minha vida inteira, não tinha nada haver com a visão que tinha dela.

Já com a gravação do documentário, o sentimento foi outro. Nele, eu não conheci mais a cidade, e sim seus habitantes. Ao entrevistá-los, pude ver como essas pessoas tem uma influência direta no modo de funcionamento da metrópole – são suas características e modo de levar a vida que atribuem, à cidade, sua grande diversidade. Na minha opinião, essa segunda parte me tornou até mais próxima da metrópole, já que deixei de lado seus aspectos físicos e adentrei na parte de sentimentos.

Fiquem ligados para mais posts!

Ma

A minha, a sua, a NOSSA SÃO PAULO

São Paulo. Considerada a capital do estado mais populoso do Brasil, a 8° maior aglomeração urbana do mundo, a qual abriga uma extensa área de 7 946,84 km². No entanto, a maior parte de tudo disso era desconhecida por mim. Estava acostumada a frequentar os mesmo bairros e realizar sempre os mesmos trajetos. Transporte público era algo muito distante. Por incrível que pareça, nunca havia sequer andado de ônibus. Parte se deve pelo fato de meus pais não considerarem estes seguros, não permitindo que eu os utilizasse. A outra porque eu sempre tive medo, receio de utilizá-los e sempre os considerei como local de superlotação.

Isso começou a mudar no dia 6 de maio, quando daríamos início a nossa “viagem” por São Paulo. Este termo se refere ao ato de partir de um lugar para o outro, relativamente distante. Seria, então, este termo o mais adequado para descrever esse processo, considerando que continuaríamos ainda presentes no mesmo lugar? Hoje eu afirmo que sim. Esses três dias abordaram uma viagem diferente de todas aquelas que já realizei. Eu continuava na minha própria cidade, mas ao mesmo tempo, me sentia em um lugar muito distante. Experimentei novos trajetos, conheci novos bairros, me deparei com diferentes pessoas e utilizei o tão temido transporte público, que no final das contas me surpreendeu pois não havia uma completa superlotação e era também muito rápido, tornando-se eficiente do que enfrentar o caótico transito da cidade dentro de nossos carros.Entretanto, uma coisa não havia mudado. Continuava a cruzava diversas pessoas com um ritmo muito apressado, locomovendo-se em um de forma frentética e acelerada, em busca de acompanhar o incessante passar do tempo. Todas elas se tornaram exemplos de como a cidade era em um local de passagem, não importando o local específico desta onde você esteja.

Passados os três dias minha relação com a cidade passou a ser vista e sentida sob um novo olhar. Confesso que não me relaciono com a mesma intensidade que nos três dias de estudo do meio e com a frenquência que eu desejo. Retornei a pouquíssimos locais que visitei. Contudo, aprendi a olhar as pessoas nos olhos, e percebi que cada uma delas apesar de estar imersas em um mesmo ritmo, em meio a uma grande multidão, possui suas próprias histórias e seus próprios rumos.

Muitas das experiências eu não realizaria se não fosse nessa viagem. Esta foi o passo inicial, o impulso para explorarmos o local onde vivemos. Passei a dar importância não só aos problemas da cidade mas também tudo áquilo que ela tem de positivo, que infelizmente são minorias nas paginas dos noticiários, já que estão escondidas dentro dos inúmeros problemas. Tudo me chamou muita atenção, mas principalmente os diversos grafites e cartazes que encontrava durante o meu trajeto, o que mostrou para mim que São Paulo não é apenas uma cidade cinza que todos pensam ser. Além disso, pude conhecer os diferentes locais de lazer existentes em nossa metrópole, os quais sequer conhecia.

Se foram muitos esteriótipos, medos e curiosidades. Enquanto isso vieram novas experiências e vontade de explora-la e conhece-la cada vez mais. Sinto como se a bolha que me envolvesse estivesse se rompendo, mas não por completo. Isso foi só o começo de um longo trajeto, o qual pretendo seguir, explorando cada vez mais essa minha, sua, nossa, metrópole.  
Carol